quinta-feira, 30 de julho de 2009

Ricardo Murad corta repasse de recursos para UTI em Caxias

O secretário estadual da Saúde, Ricardo Murad, cortou o repasse mensal de R$ 300 mil que o governo do estado fazia para a prefeitura de Caxias assegurar o funcionamento dos serviços de manutenção de dez UTIs neonatais da Maternidade Carmosina Coutinho. Vigorando desde 1996, antes os recursos do convênio eram destinados ao antigo Hospital Sinhá Castelo.

A notificação à prefeitura de Caxias foi feita pelo secretário Ricardo Murad em ofício datado no dia 15 de julho passado, no qual determina a imediata rescisão do contrato de Incentivo para Custeio de Serviço na Saúde com a consequente suspensão do repasse mensal. Segundo a assessoria de Humberto Coutinho, na verdade, o repasse já não vinha sendo feito desde quando Roseana Sarney assumiu o governo no lugar de Jackson Lago. O contrato assegurava atendimento ambulatorial em ginecologia e obstetrícia, urgência e emergência obstétrica, pré-natal de alto risco, internação hospitalar e unidade de terapia intensiva neonatal, além de atendimento ambulatorial e internação hospitalar em pediatria. Para o secretário municipal de Saúde de Caxias, Vinícius Araújo, o corte do recurso financeiro “é um golpe mortal na excelência dos serviços prestados pela Maternidade Carmosina Coutinho. O município de Caxias é macro região que atende mais de 1.200.000 pessoas de 47 cidades maranhenses. Para se ter uma idéia, dos 538 recém-nascidos em 2009, atendidos nas UTIs neonatais, 296 foram oriundos de cidades da região, ou seja, 55,43% do total eram de fora de Caxias”. Lamentando a decisão unilateral do governo do estado, Vinícius Araújo pergunta: “... E agora? Pela legislação do SUS, Caxias não pode se recusar a atender outros municípios, portanto, como fará para manter os serviços com a qualidade atual? Não aceitamos a hipótese de ter serviços de saúde de péssima qualidade. Conquistamos a referência atual e vamos mantê-la a qualquer custo. A Maternidade Carmosina Coutinho é referência e, como tal, é o único hospital público do interior a receber o alvará da Vigilância Sanitária. Querem destruí-lo por quê?”.

Já o prefeito Humberto Coutinho disse que vai interpelar judicialmente o secretário Ricardo Murad: “Através de medidas cautelares, encaminhando representação ao Ministério Público Estadual, mobilizando a sociedade caxiense, o Conselho de Saúde, lideranças comunitárias, profissionais de saúde, vereadores e deputados que representam nossa cidade, como as deputadas estaduais Cleide Coutinho e Márcia Marinho. Vamos lutar contra este ato arbitrário, ilegal e insensível que põe em risco a vida de recém-nascidos”. A atitude do secretário estadual causou comoção e revolta na Princesa do Sertão.
Por: Jornal Pequeno - 29.07

RICARDO MURAD PERSEGUE SAÚDE DE CAXIAS

Jotônio Vianna
Off10@uol.com.br/

Nos recém-nascidos
Estava demorando, mas a primeira medida contra Caxias foi posta em prática pelo governo Roseana Sarney, ou melhor, pelo governador de fato, o secretário estadual da Saúde, Ricardo Murad, que em seco comunicado ao governo Humberto Coutinho, informa que rescindiu unilateralmente o chamado Termo de Adesão de Repasse Fundo a Fundo. A tradução literal da rescisão é o cancelamento imediato do repasse de recursos fundamental para a manutenção do Hospital Maternidade Carmosina Coutinho, principalmente ao funcionamento de dez Unidades de Terapia Intensiva Neonatal.

O convênio para o repasse do dinheiro à prefeitura de Caxias vigorava desde 1996, àquela época destinado ao antigo Hospital Sinhá Castelo e, posteriormente, ao atual Carmosina Coutinho. Hoje, o contrato assegurava atendimento ambulatorial em ginecologia e obstetrícia, urgência e emergência obstétrica, pré-natal de alto risco, internação hospitalar e unidade de terapia intensiva neonatal, além de atendimento ambulatorial e internação hospitalar em pediatria. Para o secretário municipal de Saúde de Caxias, Vinícius Araújo, o corte do recurso financeiro “é um golpe mortal na excelência dos serviços prestados pela Maternidade Carmosina Coutinho. O município de Caxias é macro região que atende mais de 1.200.000 pessoas de 47 cidades maranhenses. Para se ter uma idéia, dos 538 recém-nascidos em 2009, atendidos nas UTIs neonatais, 296 foram oriundos de cidades da região, ou seja, 55,43% do total eram de fora de Caxias”... Nos bastidores políticos, logo após Roseana Sarney ocupar o lugar de Jackson Lago, começou a circular a informação de que o novo governo iria diminuir ao máximo ou cortar sumariamente o dinheiro de convênios destinados ao custeio de hospitais localizados em cidades governadas por pessoas identificadas como oponentes do sarneyzismo. Mas muitos não acreditaram que Ricardo Murad seria capaz de fazer isso, pois a ação poria em risco a vida de muita gente... Ou que cortaria literalmente a carne de recém-nascidos nas maternidades.

Bom, por agora se vê que quem não acreditou se deu mal, pois a citada rescisão acima é, na prática, o que já se tinha certeza nas coxias dos grotões maranhenses.

Pergunta
Continuando a lastimar a decisão do governo estadual, o secretário de Saúde de Caxias, Vinícius Araújo, respondeu à coluna perguntando: “...E agora? Pela legislação do SUS, Caxias não pode se recusar a atender outros municípios, portanto, como fará para manter os serviços com a qualidade atual? Não aceitamos a hipótese de ter serviços de saúde de péssima qualidade. Conquistamos a referência atual e vamos mantê-la a qualquer custo. A Maternidade Carmosina Coutinho é referência e, como tal, é o único hospital público do interior a receber o alvará da Vigilância Sanitária. Querem destruí-lo por quê?...

Interpelação
...Já o prefeito Humberto Coutinho disse que vai interpelar judicialmente o todo poderoso secretário Ricardo Murad, quer “seja através de medidas cautelares, quer seja encaminhando representação ao Ministério Público Estadual, quer seja mobilizando a sociedade caxiense, o Conselho de Saúde, lideranças comunitárias, profissionais de saúde, vereadores e deputados que representam nossa cidade, como as deputadas estaduais Cleide Coutinho e Márcia Marinho, contra este ato arbitrário, ilegal e insensível que põe em risco a vida de recém-nascidos”.

Controle
Na verdade, outras medidas indigestas devem vir por aí na área da Saúde, pois a estratégia de Ricardo Murad para controlar e usar os recursos da sua pasta pelo critério politicamente individualizado já passou com sucesso pela destituição da diretoria do Conselho Municipal de Secretários da Saúde (Cosems)...

Dócil...
Na briga em que a força da máquina predominou, a antiga diretoria dá lugar a uma outra formada por gente dócil e obediente ao esquema sarneyzista...

RICARDO MURAD PERSEGUE SAÚDE DE CAXIAS

domingo, 26 de julho de 2009

Fisco rastreia laranjas em negócios dos Sarney


São 17 ações fiscais em curso, que atingem 24 pessoas e empresas relacionadas direta e indiretamente aos Sarney, incluindo sete contribuintes do Rio de Janeiro e São Paulo.

O caso se estende até a Usimar Componentes Automotivos, empresa que deu nome ao escândalo da Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia) no final da década de 1990 no Maranhão, no governo da então e atual governadora Roseana Sarney (PMDB).

O aperto da fiscalização sobre pessoas físicas e jurídicas da família Sarney somou-se a uma série de outros fatores que levaram o governo federal a demitir a secretária da Receita Lina Maria Vieira, segundo a Folha apurou.

Por meio de nota, Fernando Sarney afirmou que a fiscalização da Receita é de rotina e nada tem a ver com câmbio e lavagem de dinheiro. Ele negou qualquer ligação com a Usimar.

O empresário disse ainda que a fiscalização não tem relação com a saída de Lina Vieira do comando da Receita porque foi iniciada antes da nomeação dela para o cargo. No entanto, foi na gestão de Lina que a Justiça Federal expediu um ofício determinando celeridade na investigação. A receita constituiu então um grupo especial de fiscalização com auditores de fora do Maranhão.

Entre os alvos do fisco estão Dulce de Britto Freire, Walfredo Dantas de Araújo e Thucydides Barbosa Frota, que constam como sócios do grupo Marafolia, especializado em shows e eventos. Segundo a PF, Fernando Sarney e sua mulher, Teresa Murad, "são os donos de fato" do negócio.

Demissão

A secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira, foi demitida no último dia 15 após menos de um ano no cargo.

O argumento oficial foi a queda na arrecadação, mas acredita-se que um dos motivos tenha sido a disputa entre a Receita e a Petrobras, em relação a uma mudança contábil feita pela estatal no final de 2008 e que permitiu uma redução de R$ 4 bilhões no recolhimento de impostos. Essa questão foi um dos motivos usados pela oposição para a criação da CPI da Petrobras.

Durante sua administração, Lina também concentrou a fiscalização sobre grandes contribuintes, aplicando autuações bilionárias em bancos e empresas de diversos setores.

Os atingidos, incluindo o grupo de Sarney, pressionaram pela sua demissão.

Mulher de Sarney é transferida para hospital em São Paulo

A mulher do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), Marly Sarney, foi transferida para o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, na tarde deste domingo. Segundo o hospital, Marly chegou ao local por volta das 15h, está fazendo alguns exames na tarde deste domingo e passa bem.

Dona Marly, 77, recebeu cuidados médicos em um hospital de São Luís após sofrer uma queda em sua casa na última quinta-feira (23). Ela teve quatro fraturas no ombro direito.

De acordo com assessoria de imprensa da presidência do Senado, Sarney está muito abalado com o ocorrido e preocupado por causa da idade de sua mulher.

Leia a íntegra da nota do Senado de sexta-feira (24) sobre a mulher de Sarney:

"Os médicos marcaram a viagem de dona Marly Sarney, de São Luís para São Paulo, onde será operada, para hoje, domingo (26).

Eles consideram este período importante para estabilizar o quadro de saúde da esposa do presidente do Senado, José Sarney, haja vista que Dona Marly sofre de diabete e pressão alta.

Secretaria de Imprensa do Gabinete da Presidência do Senado Federal."
De: Folha On line

quarta-feira, 22 de julho de 2009

CÃMARA DE CAXIAS TORNA MÁRCIA MARINHO INELEGÍVEL


Com a rejeição das contas de sua desastrosa administração a Câmara Municipal de Caxias, com os votos dos Vereadores: Chocolate, Catulé, Ironaldo Alencar, Fábio Gentil, Helton Mesquita, Manoel da Caçamba, Leonardo Barata, Antonio Ximenes, ausentes Ricardo Marques (não justificou a ausência) e Dr. Antonio Luis (se encontra de licença médica depois de ser submetido a uma intervenção cirúrgica)tornou a ex-prefeita Márcia Serejo Marinho, esposa do ex-deputado Paulo Marinho Inelegível. Foi-se por água abaixo o sonho de uma possível candidatura a deputada no próximo ano e de prefeita em 2011. A Vereadora-Presidente Thaís Coutinho nem precisou votar.

CÂMARA DE CAXIAS REJEITA CONTAS DE MÁRCIA MARINHO

A Câmara Municipal de Caxias aprovou na tarde-noite de hoje (22)por unanimidade dos vereadores presentes (ausências de Ricardo Marques e Antonio Luis, que se encontra convalescendo de uma cirurgia)parecer técnico do Tribunal de Contas do Município TCE-MA que opinou pela rejeição das contas da ex-prefeita de Caxias Márcia Serejo Marinho. As contas foram rejeitadas pela Câmara Municipal que comprovou desvio e má aplicação de recursos da saúde e da administração da então prefeita no exercício de 2004. Segundo o Vereador Ironaldo Alencar, Presidente da Comissão de Orçamento da Cãmara de Caxias "estas contas jamais poderiam ser aprovadas, tendo em vista os escandalosos desvios de dinheiro praticados pela ex-prefeita Márcia Marinho quando administrava Caxias". Citou ainda o Vereador Ironaldo em seu discurso de encaminhamento de votação que "a opinião pública deve saber que os vereadores tem a responsabilidade para agir contra aqueles que sempre agiram de má fé com o povo e com o dinheiro público", e que, acrescentou Ironaldo "a imprensa vinha fazendo comentários maldosos e aí está a prova de que a edilidade está sempre do lado do bem e que não compactua com a roubalheira praticada durante mais de 12 anos de comando do clã Marinho em Caxias". Com a rejeição das contas a ex-prefeita Márcia Marinho torna-se inelegível e se distancia assim de uma possível candidatura a qualquer cargo eletivo.

terça-feira, 21 de julho de 2009

SENADOR PAGA ALUGUEL DE FÁBRICA COM VERBA DO SENADO

Portal Terra


MACAPÁ - O senador Gilvam Borges (PMDB-AP), afilhado político do senador José Sarney (PMDB-AP) e com assento no Conselho de Ética do Senado, utilizaria os R$ 15 mil da sua verba indenizatória para alugar uma fábrica de toldos na periferia de Macapá. Apesar de afirmar que o aluguel é referente a 'imóveis para escritório político', o local não tem indicações de abrigar este tipo de atividade, segundo reportagem desta terça-feira do jornal Folha de S.Paulo.

O dono da microempresa seria filiado ao PMDB, partido presidido por Gilvam no Estado. O recibo apresentado pelo senador para pedir o reembolso dos R$ 15 mil é emitido pelo técnico em edificações José Emílio Silva dos Santos, proprietário da fábrica chamada Paratoldo.

Santos afirmou que aluga salas para "reuniões políticas" do senador que, segundo ele, ocorreriam "toda semana", no segundo andar da empresa. De acordo com a Folha, a Paratoldo contribuiu, em 2006, com R$ 2.300 para o comitê financeiro único do PMDB no Amapá - que ajudou a reeleger Sarney. Segundo o jornal, a assessoria de imprensa do senador informou que Borges "arredonda" o valor e que a despesa se encaixa na rubrica da verba indenizatória.