quinta-feira, 18 de março de 2010

CARTAS AO DR. PÊTA - JP de 17.03.2010


As eleições se aproximam e os rumores já se encontram nas principais praças do interior maranhense. No município de Caxias, cidade habitada por intelectuais e formadores de opinião, já se ouve comentários sobre o desempenho de alguns deputados que ocupam as cadeiras da Assembléia Legislativa. Dra. Cleide Coutinho vem tendo um inédito índice de aprovação como representante daquele município. Essa é, sim, uma das candidatas favoritas. Desde que foi eleita, em 2006, como a segunda mais bem votada do Maranhão, Dra Cleide vem desempenhando um excelente papel na AL, elaborando projetos que favorecem de forma direta aquele município. Na cidade de Tuntum não é diferente. O povo reconhece muito bem o trabalho de um gestor e lá a sede do voto é ainda maior.
por: Ronald Segundo
Jornal Pequeno 17.03.10

PT do Maranhão: lotes à venda?



A governadora biônica – colocada no cargo pelo voto de cinco juízes – do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), quer comprar o Partido dos Trabalhadores (PT) no seu estado.

Doloroso constatar, há quem esteja disposto a vendê-lo.

Ignorando mais de quatro décadas de luta renhida, onde não foram poucas as baixas, contra a oligarquia Sarney – tendo à frente do campo popular o PT e o PDT – e tudo de ruim que ela representa, algumas lideranças obtusas estão dispostas a rasgar a história do maior partido de massas do Ocidente e capitular diante do poder econômico.

No próximo dia 26 de março, no Encontro Estadual do PT-MA, não estarão em disputa apenas a política de alianças e a estratégia eleitoral da legenda para 2010.

Estará em jogo, acima de tudo, que tipo de mensagem o Partido dos Trabalhadores enviará à sociedade maranhense.

A mensagem de esperança, perseverança e coragem para enfrentar os grandes desafios…

Ou a mensagem da submissão ao poder opressor.

De nada valem justificativas como “estamos sendo coerentes com o projeto nacional” ou “estamos fortalecendo o projeto do governo Lula”.

Eleitoralmente, o PT do Maranhão – ao contrário de todos os seus irmãos nos estados vizinhos – é quase insignificante. Ou melhor, TORNOU-SE, sobretudo na última década, quase insignificante, graças a sucessivos erros causados pelos egos maiores do que os cérebros.

No Maranhão, o PT chega a ser menor do que várias siglas de aluguel que representam nada ou quase nada em nível nacional, mas (sobre)vivem do fisiologismo que tem raízes muito profundas no estado, um dos legados da oligarquia Sarney – e da degeneração, numa espécie de reflexo invertido do sarneísmo, do PDT nos últimos vinte anos.

O PT, entretanto, tem consigo um patrimônio que nenhum outro partido no Brasil jamais chegou perto de possuir: a encarnação da chama da indignação que move homens e mulheres em busca da transformação, da superação de uma sociedade de poucos (privilegiados) exploradores e muitos explorados.

Todas as pesquisas acerca dos partidos brasileiros mostram que o PT é o que possui as melhores referências no imaginário da população brasileira. Se alguém duvidar, basta conferir aqui uma pesquisa feita pela Fundação Perseu Abramo em 2006 (ainda sob o calor do escândalo do “mensalão”).


Roseana treme diante da possibilidade de Flávio Dino ser apoiado pelo PT

O PT, portant0, não precisa de Roseana Sarney. Ela e sua camarilha são quem, de fato, precisa do PT para liquidar qualquer possibilidade de vitória da oposição.

Que a escolha do dia 26 rejeite a capitulação do Partido dos Trabalhadores perante o grupo que mais cristalinamente representa a sua antítese no Maranhão.

Que a decisão do Encontro seja a de apoiar a candidatura do brilhante e corajoso deputado federal Flávio Dino – este, por si só, serviria de exemplo pessoal para algumas lideranças petistas que estão hesitantes, ou mesmo já resignadas com a aliança com a família Sarney: abandonou uma carreira ao mesmo tempo consagrada e promissora na magistratura brasileira por ousar acreditar na sua contribuição para a transformação verdadeira e profunda do Maranhão… transformação que, por certas (im)posturas aparentes, talvez não alimente mais o pensamento de algumas lideranças petistas maranhenses…

Ceticismo - Um dos nomes mais citados nesse imbróglio do PT maranhense é o histórico e valoroso militante sindical Rodrigo Comerciário, justamente o candidato a vice na chapa com Flávio Dino na eleição municipal de 2008 em São Luís.

Seria ele – só posso cogitar, pois acompanho de longe os debates e articulações – o fiel da balança na disputa entre os “sarneístas-petistas” (escrever isso até dói!) e os defensores da aliança com o PCdoB de Flávio.

Mais do que ingênuo, sou cético quanto à possibilidade de Rodrigo – nome de um dos meus irmãos – esquecer todo o seu passado (e colocar em xeque o seu futuro) para “comercializar” a sua adesão ao esquema putrefato da família Sarney. Não acredito nisso.

Maria Aragão, Elias Zi, Padre Josimo, Preto Ghoez e tantos outros bravos lutadores da esquerda maranhense – não necessariamente petistas – já tombados, porém sempre lembrados, devem estar se contorcendo de dor, onde quer que estejam, diante da simples existência desse debate e, pior, da possibilidade de um desfecho absolutamente trágico.

PS: Alguns “jornalistas” de aluguel do Sistema Mentira Mirante estão espalhando o boato estapafúrdio de que Flávio Dino será candidato a senador na chapa de Roseana Sarney. Acreditam mesmo que são capazes de influenciar a decisão petista. Coitados. Acreditam num poder que não possuem. Alguns deles, vale lembrar, acostumados a circular na Assembleia Legislativa, nas secretarias estaduais ou prefeituras do interior para receber os trocados – não assumidos – por serviços prestados que no Império Romano já tinham nome, mas são despudoradamente oferecidos como “jornalismo”…

Márcio Jerry

quarta-feira, 17 de março de 2010

Cleide Coutinho cobra execução da estrada Caxias/São João do Sóter


De volta ao plenário 15 dias depois de haver se submetido a uma cirurgia no ombro direito, a deputada Cleide Coutinho (PSB) cobrou do Governo do Estado a construção da estrada que liga Caxias a São João do Sóter (MA-127). A parlamentar afirmou estar de posse de um abaixo-assinado dos moradores da área pedindo a execução da estrada estadual e mostrou fotos que comprovam a intrafegabilidade dela.

Cleide Coutinho disse que o secretário de Infraestrutura, Max Barros, e a governadora Roseana Sarney (PMDB) se comprometeram a executar a obra, mas até agora não foi realizada. A deputada socialista contou não saber qual foi a empresa que ganhou a licitação, mas que a estrada “está uma tristeza” e “em estado decadente ficando quase que impossibilitado de transitar devido a buracos e trepidações, e durante o período da chuva tornará impossível o trânsito lá”.

A deputada do PSB afirmou que sete pontes foram derrubadas para ser reconstruídas e até agora nada foi feito e que os carros e caminhões que por ali trafegam estão passando dentro d’água, correndo risco de quebrar e que quando chove de um lado ficam os veículos e as pessoas passam a pé para o outro. Cleide Coutinho fez um apelo ao deputado e secretário Max Barros, no sentido de que a obra seja realizada o quanto antes.

A parlamentar garantiu que “a sorte dos moradores, quando se refere a andar pela estrada, é que não choveu ainda”.

Waldemar Têrr
Agência Assembleia

segunda-feira, 15 de março de 2010

VOU DAR UM TEMPO...

“Daqui pra frente, ainda teremos terremotos, tsunamis e o Big Brother 11, 12,13,14,15... eleições, Copa do mundo, enfim, eu preciso dar um tempo para poder voltar e reclamar das mesmas coisas”

Não sei se vocês lembram, mas escrevi uma crônica cujo título é “Os filhos de FHC e Lula, e outras águas”. Tá aqui no arquivo. Eu falava de uma entrevista que Cony concedeu a Mauricio Melo Junior, na TV Senado.

Peço licença, e reproduzo um trecho: “Em determinado momento da entrevista, antes de discorrer sobre Memórias de um Sargento de Milícias, Cony estabelece a diferença entre o cronista e o romancista. Segundo o autor de Pilatos (um livro histórico), o primeiro é peixe de aquário, ele está ali para soprar amenidades no ouvido do leitor passageiro. Podemos encontrá-lo nas ante-salas de consultórios dentários ou no hall de entrada de churrascarias de gosto duvidoso, e geralmente carne de primeira. O cronista é uma distração. Ele afaga, decora o ambiente. Um fofoqueiro de luxo. Uma comadre remunerada. Nunca tem uma tese; se faz e ganha o pão no reino das generalidades, dos palpites. Uma exceção óbvia e ululante me vem à mente: Nelson Rodrigues – esse é outro papo”.

“E o segundo é peixe cascudo, de águas profundas, vive e produz isolado: não faz nenhuma questão de ser bonitinho e piscar luzinhas coloridas para o deleite de sua audiência, aliás, ele dispensa a tal audiência. Escreve apesar dos poucos leitores que o admiram, apesar dele mesmo. Com ele, não tem lero-lero. O cara é ambicioso e intratável. O negócio dele são os desvãos da alma, os vôos tonitruantes sobre abismos infernais. Um pé no saco. Claro que também há exceções, e é claro que o mesmo sujeito pode fazer as duas coisas ao mesmo tempo: os exemplos são numerosos, a começar pelo próprio Cony. Diferenças estabelecidas, posso dizer o seguinte: não é raro que o cronista atrapalhe o trampo do romancista e vice-versa. Sobretudo se ele for a mesma e problemática pessoa. Está acontecendo isso comigo, aqui e agora. Depois de 90 crônicas publicadas no Congresso em Foco, com apenas duas brevíssimas interrupções ao longo de quase dois anos, sinto que o parafuso está dando uma espanada. Ou eu faço uma coisa ou faço outra. Ou faço as duas coisas pela metade”.

Pilatos é um livro histórico porque é o pai do besteirol no Brasil, leiam.

E depois, confesso, estou um pouco frustrado. Não só com os desdobramentos dos acontecimentos, que de certa forma são previsíveis. Mas com minha própria ingenuidade. De nada adiantou e de nada adiantará me esgoelar aqui no Congresso em Foco. Vocês viram a capa – outra vez eles se superaram... – da Rolling Stone deste mês? Se Hitler, Stalin ou qualquer carniceiro do século vinte atuasse hoje em dia, estaria escovando os mesmos dentes podres que Bial escova na capa desse lixo de revista. Dá um desânimo danado acompanhar 70 milhões de pessoas votando nessa merda chamada Big Brother. Qual a diferença dos campos de extermínio nazistas? Nenhuma. Ou talvez o B.B.B seja mais nefasto, porque manda a consciência de milhões para uma câmara de gás que não passa de uma pegadinha... pensando bem, os corpos sarados do BBB não são muito diferentes dos esqueletos produzidos pelos nazistas: porque o método de aniquilar as almas é o mesmo. Chega uma hora que enche o saco. Pra dona Lindu que o pariu o Lula e suas metáforas e comparações abjetas. O presidente boca de esgoto, o estadista sem frase. Não bastasse, em fevereiro tem comercial de cerveja, carnaval, o diabo. Me sinto um tonto, gritando, reclamando toda semana pra quê?

Na verdade, o que eu queria era revirar o mundo do avesso e falar com os meus amigos ao mesmo tempo. Mas isso não consegui, e jamais conseguirei.

E essa sensação de gritar no deserto já me acompanha há um bom tempo. Vejam só o que escrevi em 2004, no falecido site da Aol:

“O que eu quero dizer é que não adianta nada escrever aqui, nem em lugar nenhum. Ou, por acaso, adiantou alguma coisa falar em Big Brother, dizer que aquilo é um zoológico nefasto e desejar ter dois filhos retardados com Antonella? Nada, não adiantou nada. O Big Brother tá lá, firme e forte, a gringa me enfeitiçou para sempre e, dentro de alguns meses, Sílvio Santos vai enfiar sua Casa dos Artistas 5 ou 6 goela abaixo da minha realidade derrotada. De que adiantou falar do oba-oba que se fez quando do lançamento do livro do Chico Buarque? Nada, absolutamente nada, o livro é um sucesso de vendas e provavelmente ganhará um monte de prêmios e medalhas, Daniel Piza continuará despejando aforismos “pequenas empresas, grandes negócios” na cabeça de todo mundo, todo domingo no Estadão. Alguma providência foi tomada pelo Ministério Público quanto às barbies anoréxicas? O que adianta esculhambar e reiterar a esculhambação? Os tribalistas e todos os desdobramentos sensuais e odaras do coronelzinho de Santo Amaro da Purificação são tão certos na próxima temporada quanto as enchentes no Jardim Pantanal e a cara feia dos manos do rap. De nada adiantou estrebuchar, lançar pragas e trovoadas em cima de lugar nenhum. Acho que é isso. Nem vou falar do Ed Motta. Estou perdendo meu tempo e gastando o tempo de vocês, leitores, que, toda quinta ou sexta-feira, vêm até aqui para ver onde cairá a próxima bomba. Eu vos digo: no Ed Motta ou em lugar nenhum, dá na mesma. Sou um crédulo, este é meu problema. Um bobalhão apartado de si mesmo que imaginou ter duas lésbicas deslizando sobre o calçadão do Leblon somente para o meu regozijo e o consumo do Takeda, um japa amigo meu que é chegado nesses lances e que, além de persuasivo e discretamente camicase, adora comer um frango a passarinho e discorrer sobre adagas e mutilações genitais amiúde... Sei lá, é mania dele falar desses assuntos enquanto chupa asinhas de frango a passarinho. Escrevo para o Takeda, pro Mário e pro Nilo, pros meus amigos... E se o Lísias, que mais do que amigo é também meu ideólogo de plantão, achar que tá bom, pra mim tá ótimo.

A grana que recebo é decente (descontados os impostos escorchantes....) mas não me livrou dos ônibus lotados nem dos congestionamentos de São Paulo, tampouco me ajudou a comprar mulheres melhores do que aquelas que eu consumia (com a mesada da mamãe) antes de escrever na AOL. Sou um sujeito de hábitos simples, quase um monge, nem cama eu tenho, durmo sobre um colchonete furreca e moro numa quitinete na praça Roosevelt, quem quiser me achar e acabar com isso tudo, por favor, vá ao teatro dos Satyros que fica na mesma praça, veja o Hotel Lancaster do Bortolotto, e pergunte ao Loureiro, que é o diretor do Hotel..., por mim: é a coisa mais fácil de se achar. Mas vá armado que eu costumo reagir.

Depois da peça, estou lá. Triste e amargurado, nem sei por quê. À espera da mulher que idealizei desde os meus doze anos de idade e que jamais aparecerá, estou lá, eu, minhas bochechas e minhas olheiras, assim meio que cambaleante, uma parte mussarela e a outra metade calabresa... Sobretudo convencido de que não adiantou nada estrebuchar, escrever quatro livros geniais e, agora, estas crônicas acima da média; não comi ninguém por causa / nem apesar disso e, quero dizer que sou uma besta quadrada e que, daqui pra frente, tudo o que eu fizer vai ser feito deliberadamente em vão — como se isso fosse possível...”.

Quem levou o tiro foi o Bortolotto, que graças a Deus está se recuperando e passa bem. De resto, basta somar onze livros geniais, trocar a Casa dos Artistas pela Fazenda do bispo Edir, e Ed Motta por Mano Brown , trocar São Paulo pelo Rio e o colchonete furreca por uma cama de casal e... voilà! A mesma merda. Tudo bem que minha vida deu uma melhoradinha, mas continuo desanimado como sempre. Em 2004 – como vocês podem conferir - eu já andava desiludido com toda essa merda, e achava que as coisas só iam piorar, e pioraram muito. Na sexta-feira um fanático matou Glauco e Raoni, seu filho. Daqui pra frente, ainda teremos terremotos, tsunamis e o Big Brother 11, 12,13,14,15... eleições, Copa do mundo, enfim, eu preciso dar um tempo para poder voltar e reclamar das mesmas coisas, enquanto isso não acontece, me recolho ao silêncio dos abismos marinhos e vou viver minha vida de peixe cascudo, mas eu volto. Obrigado pela audiência, e abraços a todos.





*Considerado uma das grandes relevações da literatura brasileira dos anos 1990, formou-se em Direito, mas jamais exerceu a profissão. É conhecido pelo estilo inovador e pela ousadia, e em muitos casos virulência, com que se insurge contra o status quo e as panelinhas do mundo literário. É autor de Proibidão (Editora Demônio Negro), O herói devolvido, Bangalô e O azul do filho morto (os três pela Editora 34) e Joana a contragosto (Record), entre outros.





Não sei se vocês lembram, mas escrevi uma crônica cujo título é “Os filhos de FHC e Lula, e outras águas”. Tá aqui no arquivo. Eu falava de uma entrevista que Cony concedeu a Mauricio Melo Junior, na TV Senado.

Peço licença, e reproduzo um trecho: “Em determinado momento da entrevista, antes de discorrer sobre Memórias de um Sargento de Milícias, Cony estabelece a diferença entre o cronista e o romancista. Segundo o autor de Pilatos (um livro histórico), o primeiro é peixe de aquário, ele está ali para soprar amenidades no ouvido do leitor passageiro. Podemos encontrá-lo nas ante-salas de consultórios dentários ou no hall de entrada de churrascarias de gosto duvidoso, e geralmente carne de primeira. O cronista é uma distração. Ele afaga, decora o ambiente. Um fofoqueiro de luxo. Uma comadre remunerada. Nunca tem uma tese; se faz e ganha o pão no reino das generalidades, dos palpites. Uma exceção óbvia e ululante me vem à mente: Nelson Rodrigues – esse é outro papo”.

“E o segundo é peixe cascudo, de águas profundas, vive e produz isolado: não faz nenhuma questão de ser bonitinho e piscar luzinhas coloridas para o deleite de sua audiência, aliás, ele dispensa a tal audiência. Escreve apesar dos poucos leitores que o admiram, apesar dele mesmo. Com ele, não tem lero-lero. O cara é ambicioso e intratável. O negócio dele são os desvãos da alma, os vôos tonitruantes sobre abismos infernais. Um pé no saco. Claro que também há exceções, e é claro que o mesmo sujeito pode fazer as duas coisas ao mesmo tempo: os exemplos são numerosos, a começar pelo próprio Cony. Diferenças estabelecidas, posso dizer o seguinte: não é raro que o cronista atrapalhe o trampo do romancista e vice-versa. Sobretudo se ele for a mesma e problemática pessoa. Está acontecendo isso comigo, aqui e agora. Depois de 90 crônicas publicadas no Congresso em Foco, com apenas duas brevíssimas interrupções ao longo de quase dois anos, sinto que o parafuso está dando uma espanada. Ou eu faço uma coisa ou faço outra. Ou faço as duas coisas pela metade”.

Pilatos é um livro histórico porque é o pai do besteirol no Brasil, leiam.

E depois, confesso, estou um pouco frustrado. Não só com os desdobramentos dos acontecimentos, que de certa forma são previsíveis. Mas com minha própria ingenuidade. De nada adiantou e de nada adiantará me esgoelar aqui no Congresso em Foco. Vocês viram a capa – outra vez eles se superaram... – da Rolling Stone deste mês? Se Hitler, Stalin ou qualquer carniceiro do século vinte atuasse hoje em dia, estaria escovando os mesmos dentes podres que Bial escova na capa desse lixo de revista. Dá um desânimo danado acompanhar 70 milhões de pessoas votando nessa merda chamada Big Brother. Qual a diferença dos campos de extermínio nazistas? Nenhuma. Ou talvez o B.B.B seja mais nefasto, porque manda a consciência de milhões para uma câmara de gás que não passa de uma pegadinha... pensando bem, os corpos sarados do BBB não são muito diferentes dos esqueletos produzidos pelos nazistas: porque o método de aniquilar as almas é o mesmo. Chega uma hora que enche o saco. Pra dona Lindu que o pariu o Lula e suas metáforas e comparações abjetas. O presidente boca de esgoto, o estadista sem frase. Não bastasse, em fevereiro tem comercial de cerveja, carnaval, o diabo. Me sinto um tonto, gritando, reclamando toda semana pra quê?

Na verdade, o que eu queria era revirar o mundo do avesso e falar com os meus amigos ao mesmo tempo. Mas isso não consegui, e jamais conseguirei.

E essa sensação de gritar no deserto já me acompanha há um bom tempo. Vejam só o que escrevi em 2004, no falecido site da Aol:

“O que eu quero dizer é que não adianta nada escrever aqui, nem em lugar nenhum. Ou, por acaso, adiantou alguma coisa falar em Big Brother, dizer que aquilo é um zoológico nefasto e desejar ter dois filhos retardados com Antonella? Nada, não adiantou nada. O Big Brother tá lá, firme e forte, a gringa me enfeitiçou para sempre e, dentro de alguns meses, Sílvio Santos vai enfiar sua Casa dos Artistas 5 ou 6 goela abaixo da minha realidade derrotada. De que adiantou falar do oba-oba que se fez quando do lançamento do livro do Chico Buarque? Nada, absolutamente nada, o livro é um sucesso de vendas e provavelmente ganhará um monte de prêmios e medalhas, Daniel Piza continuará despejando aforismos “pequenas empresas, grandes negócios” na cabeça de todo mundo, todo domingo no Estadão. Alguma providência foi tomada pelo Ministério Público quanto às barbies anoréxicas? O que adianta esculhambar e reiterar a esculhambação? Os tribalistas e todos os desdobramentos sensuais e odaras do coronelzinho de Santo Amaro da Purificação são tão certos na próxima temporada quanto as enchentes no Jardim Pantanal e a cara feia dos manos do rap. De nada adiantou estrebuchar, lançar pragas e trovoadas em cima de lugar nenhum. Acho que é isso. Nem vou falar do Ed Motta. Estou perdendo meu tempo e gastando o tempo de vocês, leitores, que, toda quinta ou sexta-feira, vêm até aqui para ver onde cairá a próxima bomba. Eu vos digo: no Ed Motta ou em lugar nenhum, dá na mesma. Sou um crédulo, este é meu problema. Um bobalhão apartado de si mesmo que imaginou ter duas lésbicas deslizando sobre o calçadão do Leblon somente para o meu regozijo e o consumo do Takeda, um japa amigo meu que é chegado nesses lances e que, além de persuasivo e discretamente camicase, adora comer um frango a passarinho e discorrer sobre adagas e mutilações genitais amiúde... Sei lá, é mania dele falar desses assuntos enquanto chupa asinhas de frango a passarinho. Escrevo para o Takeda, pro Mário e pro Nilo, pros meus amigos... E se o Lísias, que mais do que amigo é também meu ideólogo de plantão, achar que tá bom, pra mim tá ótimo.

A grana que recebo é decente (descontados os impostos escorchantes....) mas não me livrou dos ônibus lotados nem dos congestionamentos de São Paulo, tampouco me ajudou a comprar mulheres melhores do que aquelas que eu consumia (com a mesada da mamãe) antes de escrever na AOL. Sou um sujeito de hábitos simples, quase um monge, nem cama eu tenho, durmo sobre um colchonete furreca e moro numa quitinete na praça Roosevelt, quem quiser me achar e acabar com isso tudo, por favor, vá ao teatro dos Satyros que fica na mesma praça, veja o Hotel Lancaster do Bortolotto, e pergunte ao Loureiro, que é o diretor do Hotel..., por mim: é a coisa mais fácil de se achar. Mas vá armado que eu costumo reagir.

Depois da peça, estou lá. Triste e amargurado, nem sei por quê. À espera da mulher que idealizei desde os meus doze anos de idade e que jamais aparecerá, estou lá, eu, minhas bochechas e minhas olheiras, assim meio que cambaleante, uma parte mussarela e a outra metade calabresa... Sobretudo convencido de que não adiantou nada estrebuchar, escrever quatro livros geniais e, agora, estas crônicas acima da média; não comi ninguém por causa / nem apesar disso e, quero dizer que sou uma besta quadrada e que, daqui pra frente, tudo o que eu fizer vai ser feito deliberadamente em vão — como se isso fosse possível...”.

Quem levou o tiro foi o Bortolotto, que graças a Deus está se recuperando e passa bem. De resto, basta somar onze livros geniais, trocar a Casa dos Artistas pela Fazenda do bispo Edir, e Ed Motta por Mano Brown , trocar São Paulo pelo Rio e o colchonete furreca por uma cama de casal e... voilà! A mesma merda. Tudo bem que minha vida deu uma melhoradinha, mas continuo desanimado como sempre. Em 2004 – como vocês podem conferir - eu já andava desiludido com toda essa merda, e achava que as coisas só iam piorar, e pioraram muito. Na sexta-feira um fanático matou Glauco e Raoni, seu filho. Daqui pra frente, ainda teremos terremotos, tsunamis e o Big Brother 11, 12,13,14,15... eleições, Copa do mundo, enfim, eu preciso dar um tempo para poder voltar e reclamar das mesmas coisas, enquanto isso não acontece, me recolho ao silêncio dos abismos marinhos e vou viver minha vida de peixe cascudo, mas eu volto. Obrigado pela audiência, e abraços a todos.



“Daqui pra frente, ainda teremos terremotos, tsunamis e o Big Brother 11, 12,13,14,15... eleições, Copa do mundo, enfim, eu preciso dar um tempo para poder voltar e reclamar das mesmas coisas”




Marcelo Mirisola*
Não sei se vocês lembram, mas escrevi uma crônica cujo título é “Os filhos de FHC e Lula, e outras águas”. Tá aqui no arquivo. Eu falava de uma entrevista que Cony concedeu a Mauricio Melo Junior, na TV Senado.

Peço licença, e reproduzo um trecho: “Em determinado momento da entrevista, antes de discorrer sobre Memórias de um Sargento de Milícias, Cony estabelece a diferença entre o cronista e o romancista. Segundo o autor de Pilatos (um livro histórico), o primeiro é peixe de aquário, ele está ali para soprar amenidades no ouvido do leitor passageiro. Podemos encontrá-lo nas ante-salas de consultórios dentários ou no hall de entrada de churrascarias de gosto duvidoso, e geralmente carne de primeira. O cronista é uma distração. Ele afaga, decora o ambiente. Um fofoqueiro de luxo. Uma comadre remunerada. Nunca tem uma tese; se faz e ganha o pão no reino das generalidades, dos palpites. Uma exceção óbvia e ululante me vem à mente: Nelson Rodrigues – esse é outro papo”.

“E o segundo é peixe cascudo, de águas profundas, vive e produz isolado: não faz nenhuma questão de ser bonitinho e piscar luzinhas coloridas para o deleite de sua audiência, aliás, ele dispensa a tal audiência. Escreve apesar dos poucos leitores que o admiram, apesar dele mesmo. Com ele, não tem lero-lero. O cara é ambicioso e intratável. O negócio dele são os desvãos da alma, os vôos tonitruantes sobre abismos infernais. Um pé no saco. Claro que também há exceções, e é claro que o mesmo sujeito pode fazer as duas coisas ao mesmo tempo: os exemplos são numerosos, a começar pelo próprio Cony. Diferenças estabelecidas, posso dizer o seguinte: não é raro que o cronista atrapalhe o trampo do romancista e vice-versa. Sobretudo se ele for a mesma e problemática pessoa. Está acontecendo isso comigo, aqui e agora. Depois de 90 crônicas publicadas no Congresso em Foco, com apenas duas brevíssimas interrupções ao longo de quase dois anos, sinto que o parafuso está dando uma espanada. Ou eu faço uma coisa ou faço outra. Ou faço as duas coisas pela metade”.

Pilatos é um livro histórico porque é o pai do besteirol no Brasil, leiam.

E depois, confesso, estou um pouco frustrado. Não só com os desdobramentos dos acontecimentos, que de certa forma são previsíveis. Mas com minha própria ingenuidade. De nada adiantou e de nada adiantará me esgoelar aqui no Congresso em Foco. Vocês viram a capa – outra vez eles se superaram... – da Rolling Stone deste mês? Se Hitler, Stalin ou qualquer carniceiro do século vinte atuasse hoje em dia, estaria escovando os mesmos dentes podres que Bial escova na capa desse lixo de revista. Dá um desânimo danado acompanhar 70 milhões de pessoas votando nessa merda chamada Big Brother. Qual a diferença dos campos de extermínio nazistas? Nenhuma. Ou talvez o B.B.B seja mais nefasto, porque manda a consciência de milhões para uma câmara de gás que não passa de uma pegadinha... pensando bem, os corpos sarados do BBB não são muito diferentes dos esqueletos produzidos pelos nazistas: porque o método de aniquilar as almas é o mesmo. Chega uma hora que enche o saco. Pra dona Lindu que o pariu o Lula e suas metáforas e comparações abjetas. O presidente boca de esgoto, o estadista sem frase. Não bastasse, em fevereiro tem comercial de cerveja, carnaval, o diabo. Me sinto um tonto, gritando, reclamando toda semana pra quê?

Na verdade, o que eu queria era revirar o mundo do avesso e falar com os meus amigos ao mesmo tempo. Mas isso não consegui, e jamais conseguirei.

E essa sensação de gritar no deserto já me acompanha há um bom tempo. Vejam só o que escrevi em 2004, no falecido site da Aol:

“O que eu quero dizer é que não adianta nada escrever aqui, nem em lugar nenhum. Ou, por acaso, adiantou alguma coisa falar em Big Brother, dizer que aquilo é um zoológico nefasto e desejar ter dois filhos retardados com Antonella? Nada, não adiantou nada. O Big Brother tá lá, firme e forte, a gringa me enfeitiçou para sempre e, dentro de alguns meses, Sílvio Santos vai enfiar sua Casa dos Artistas 5 ou 6 goela abaixo da minha realidade derrotada. De que adiantou falar do oba-oba que se fez quando do lançamento do livro do Chico Buarque? Nada, absolutamente nada, o livro é um sucesso de vendas e provavelmente ganhará um monte de prêmios e medalhas, Daniel Piza continuará despejando aforismos “pequenas empresas, grandes negócios” na cabeça de todo mundo, todo domingo no Estadão. Alguma providência foi tomada pelo Ministério Público quanto às barbies anoréxicas? O que adianta esculhambar e reiterar a esculhambação? Os tribalistas e todos os desdobramentos sensuais e odaras do coronelzinho de Santo Amaro da Purificação são tão certos na próxima temporada quanto as enchentes no Jardim Pantanal e a cara feia dos manos do rap. De nada adiantou estrebuchar, lançar pragas e trovoadas em cima de lugar nenhum. Acho que é isso. Nem vou falar do Ed Motta. Estou perdendo meu tempo e gastando o tempo de vocês, leitores, que, toda quinta ou sexta-feira, vêm até aqui para ver onde cairá a próxima bomba. Eu vos digo: no Ed Motta ou em lugar nenhum, dá na mesma. Sou um crédulo, este é meu problema. Um bobalhão apartado de si mesmo que imaginou ter duas lésbicas deslizando sobre o calçadão do Leblon somente para o meu regozijo e o consumo do Takeda, um japa amigo meu que é chegado nesses lances e que, além de persuasivo e discretamente camicase, adora comer um frango a passarinho e discorrer sobre adagas e mutilações genitais amiúde... Sei lá, é mania dele falar desses assuntos enquanto chupa asinhas de frango a passarinho. Escrevo para o Takeda, pro Mário e pro Nilo, pros meus amigos... E se o Lísias, que mais do que amigo é também meu ideólogo de plantão, achar que tá bom, pra mim tá ótimo.

A grana que recebo é decente (descontados os impostos escorchantes....) mas não me livrou dos ônibus lotados nem dos congestionamentos de São Paulo, tampouco me ajudou a comprar mulheres melhores do que aquelas que eu consumia (com a mesada da mamãe) antes de escrever na AOL. Sou um sujeito de hábitos simples, quase um monge, nem cama eu tenho, durmo sobre um colchonete furreca e moro numa quitinete na praça Roosevelt, quem quiser me achar e acabar com isso tudo, por favor, vá ao teatro dos Satyros que fica na mesma praça, veja o Hotel Lancaster do Bortolotto, e pergunte ao Loureiro, que é o diretor do Hotel..., por mim: é a coisa mais fácil de se achar. Mas vá armado que eu costumo reagir.

Depois da peça, estou lá. Triste e amargurado, nem sei por quê. À espera da mulher que idealizei desde os meus doze anos de idade e que jamais aparecerá, estou lá, eu, minhas bochechas e minhas olheiras, assim meio que cambaleante, uma parte mussarela e a outra metade calabresa... Sobretudo convencido de que não adiantou nada estrebuchar, escrever quatro livros geniais e, agora, estas crônicas acima da média; não comi ninguém por causa / nem apesar disso e, quero dizer que sou uma besta quadrada e que, daqui pra frente, tudo o que eu fizer vai ser feito deliberadamente em vão — como se isso fosse possível...”.

Quem levou o tiro foi o Bortolotto, que graças a Deus está se recuperando e passa bem. De resto, basta somar onze livros geniais, trocar a Casa dos Artistas pela Fazenda do bispo Edir, e Ed Motta por Mano Brown , trocar São Paulo pelo Rio e o colchonete furreca por uma cama de casal e... voilà! A mesma merda. Tudo bem que minha vida deu uma melhoradinha, mas continuo desanimado como sempre. Em 2004 – como vocês podem conferir - eu já andava desiludido com toda essa merda, e achava que as coisas só iam piorar, e pioraram muito. Na sexta-feira um fanático matou Glauco e Raoni, seu filho. Daqui pra frente, ainda teremos terremotos, tsunamis e o Big Brother 11, 12,13,14,15... eleições, Copa do mundo, enfim, eu preciso dar um tempo para poder voltar e reclamar das mesmas coisas, enquanto isso não acontece, me recolho ao silêncio dos abismos marinhos e vou viver minha vida de peixe cascudo, mas eu volto. Obrigado pela audiência, e abraços a todos.





*Considerado uma das grandes relevações da literatura brasileira dos anos 1990, formou-se em Direito, mas jamais exerceu a profissão. É conhecido pelo estilo inovador e pela ousadia, e em muitos casos virulência, com que se insurge contra o status quo e as panelinhas do mundo literário. É autor de Proibidão (Editora Demônio Negro), O herói devolvido, Bangalô e O azul do filho morto (os três pela Editora 34) e Joana a contragosto (Record), entre outros.


Marcelo Mirisola*
*Considerado uma das grandes relevações da literatura brasileira dos anos 1990, formou-se em Direito, mas jamais exerceu a profissão. É conhecido pelo estilo inovador e pela ousadia, e em muitos casos virulência, com que se insurge contra o status quo e as panelinhas do mundo literário. É autor de Proibidão (Editora Demônio Negro), O herói devolvido, Bangalô e O azul do filho morto (os três pela Editora 34) e Joana a contragosto (Record), entre outros.

segunda-feira, 8 de março de 2010

...E SAUDADE AUMENTA A CADA DIA...


Amanhã dia 09 se completará o segundo mês que nosso Paninana foi se encontar com o Pai. A saudade é imensa e a cada dia que passa aumenta mais e mais. A ficha ainda não caiu...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

TUNTUM MERECE MAIS RESPEITO...


PREFEITO HUMBERTO COUTINHO INAUGURA POSTO DE SAÚDE


Foi inaugurado pelo Prefeito Humberto Coutinho hoje (26) o Posto de Saúde do Povoado Santa Rita a 85 km de Caxias. O PS era uma antiga reivindicação da população daquele município e de outros circunvizinhos. Estiveram presentes a solenidade o Secretário de Saúde Dr. Vinicius Araújo, vários secretários municipais e coordenadores, vereadores, além da presença sempre aplaudida da deputada estadual Cleide Coutinho. Quem tambem fez questão de prestigiar a cerimônia de inauguração do PS foi o ex-Prefeito de Parnarama, o tambem médico Dr. David Carvalho acompanhado de comitiva.

Promotoria nega pedido de prisão contra Reinaldo Calvet


O deputado Reinaldo Calvet (PSL) ocupou ontem (quinta-feira, 25) a tribuna da Assembléia Legislativa para, munido de documentos judiciais, provar que o Ministério Público Estadual jamais pediu sua prisão preventiva, como noticiaram alguns meios de comunicação.

A defesa de Calvet é baseada em certidão emitida pela promotora de justiça de Rosário, Elizabeth Albuquerque. No documento, a promotora diz que não recebeu nenhum pedido de prisão preventiva contra o deputado. A juíza da Comarca de Rosário e Bacabeira, Rosângela Prazeres, também disse que não recebeu o pedido de prisão preventiva.

“A juíza e a promotora ficaram surpresas com essa notícia tendenciosa e maldosa. Isso não passa de armação dos meus adversários políticos, que estão incomodados com meu trabalho pelo povo de Bacabeira e com minha presença na Assembleia Legislativa”, denunciou Calvet.

O deputado garante que nunca se recusou a dar informações à justiça. Ele desconfia que a notícia maldosa foi “plantada” a pedido do secretário de estado de Educação, deputado licenciado César Pires (DEM), e pelo prefeito Venancinho, de Bacabeira.

Depois do pronunciamento, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Tavares (PSB), prometeu que todas as medidas judiciais cabíveis serão tomadas para apurar as acusações contra o deputado Reinaldo Calvet.

AÇÃO JUDICIAL
O suposto pedido de prisão preventiva contra Calvet foi divulgado no Portal do Maranhão, Blog do Zill, e comentada hoje, 25, na coluna “Estado Maior”, do jornal “O Estado do Maranhão”, que por sinal pertence ao grupo político de Calvet.

Segundo a notícia, o MPE pediu, na quarta-feira, 24, a prisão preventiva de Calvet porque ele não teria comparecido a uma audiência para responder processo. O delegado Davi Félix estataria no encalço de Calvet para prendê-lo.

Por outro lado, Calvet informou que a própria promotora Elizabeth Albuquerque reconheceu má fé na divulgação da notícia. “Entraremos com uma interpelação judicial contra o jornalista Zill e com uma ação ordinária, com pedido de tutela antecipada, contra o Portal do Maranhão”, promete.
Cláudio Brito Agência Assembleia